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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Hora de tirar o primeiro dente: quem deve fazer isso?

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Calma! Se você tem aflição só de pensar em arrancar o dente do seu filho, saiba que a ajuda do profissional é fundamental nessa hora. Confira
Ana Paula Pontes



Mais dia menos dia seu filho chega para você e diz: “Mãe, meu dente está mole!”. Como não lembrar das táticas que nossos pais ou avós usavam para nos tirar um dente, como uma linha amarrada na boca para auxiliar a queda? Esqueça! Em primeiro lugar, saiba que você nem sempre vai fazer isso. Normalmente, os dentes de leite caem tranquilamente. A mastigação de alimentos duros e fibrosos, como maçã e milho, favorece esse processo de esfoliação natural. 

Para a ortodentista Dra. Tatiane Rosa Cruz, principalmente quando se tratar do primeiro dente a cair, é melhor os pais deixarem essa tarefa para o profissional. “É importante a criança começar a ter o contato com o odontopediatra desde cedo, quando surgem os primeiros dentes. Assim, quando chegar o momento de retirar um deles, ela já estará mais segura com o especialista”, diz. 

LEIA MAIS: Como cuidar dos primeiros dentes e garantir a saúde bucal do seu bebê

Se você está tranquila para tirar o dente do seu filho, é preciso ter certeza de que está mesmo na hora. Balance-o com ajuda de um chumaço de algodão ou um pedaço de gaze para frente e para trás e observe se já não tem uma pontinha do permanente aparecendo. Caso tente e perceba que está um pouco duro, espere alguns dias mais e fique de olho para ver se a gengiva não começa a inflamar. “Isso pode acontecer porque a criança fica com receio de escovar o dente, e, então, forma uma placa bacteriana que infecciona o local”, afirma Dra. Tatiane. 

O momento de tirar o dente não deve ser tenso, caso contrário pode se tornar um trauma para a criança. Peça ajuda do seu filho em cada detalhe: para cortar a gaze, pegar o pedacinho de algodão e coloque a mão dele junto com a sua. Depois que o dentinho saiu, nada de pedir para o seu filho fazer bochecho com água. O local desse ser pressionado com auxílio de algodão ou gaze para que se forme um coágulo natural e pare de sangrar. Ele também deve ficar sem tomar água ou comer por meia hora pelo menos. Um sorvetinho, no entanto, é bem-vindo após a retirada do dente para ajudar na cicatrização.

LEIA MAIS: Tudo o que você precisa saber para o seu filho não ter cárie nunca

É comum, nos dentes de baixo e anteriores, o permanente aparecer por trás do dente de leite, sem que esse fique mole. Nesse caso, procure o especialista, para que o dente seja retirado e não atrapalhe o desenvolvimento do definitivo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tudo o que você precisa saber para o seu filho não ter cárie nunca!!!

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Se você tem neura com a limpeza dos dentes do seu filho, leia esta reportagem. Você vai descobrir que os cuidados para impedir que a vilã dos dentes apareça são muito mais simples do que imagina
Ana Paula Pontes


Filho, vem escovar os dentes!” Se essa frase ainda não faz parte do seu dia a dia, aposte que assim que os primeiros dentes surgirem, vai repeti-la diversas vezes – simplesmente porque você nem quer imaginar uma cárie na boca dele. Vale aqui um parênteses de repórter e mãe: antes de conversar com os especialistas para esta reportagem, eu tinha certeza de que o meu filho de 6 anos só não teve nenhuma cárie até hoje por sorte. Não consigo supervisionar todas as escovações que ele faz. Mas acabo de saber que não é só sorte, não. A cárie não surge com a rapidez que a gente imagina, e, felizmente (para nós, pais), a prevenção é simples. Também descobri que o uso de creme dental com flúor para crianças pequenas não é aquele bicho-papão que sempre dava medo. A seguir, você vai encontrar um manual para manter o sorriso do seu filho bem longe da cárie.


Tudo bem se você não consegue acompanhar todas as escovações dos dentes do seu filho.
Garanta que a última, feita à noite, seja a melhor limpeza.


Cárie desde bebê
Sim, ela pode aparecer desde o nascimento do primeiro dente, o que acontece por volta dos 6 meses. A batalha é silenciosa: o açúcar presente nos restos de alimentos que ficam dentro da boca, sólidos ou líquidos (até o leite materno tem), junta-se a uma película de saliva que fica sobre os dentes, chamada biofilme. Nessa película também estão as bactérias do bem e as nocivas, como a Streptococcus mutans, que provoca o buraco no dente (ou a lesão da cárie, como os especialistas chamam). Toda essa sujeira recebe o nome de placa bacteriana. Quando os dentes não são limpos com assiduidade, as bactérias “do mal” se alimentam dos açúcares que estão nesses restos de comida e passam a produzir ácidos que atacam o esmalte protetor dos dentes. Por isso é tão importante não dar doce para o seu filho, principalmente no primeiro ano, nem adoçar o leite que ele toma.

Para entender melhor esse ataque, imagine que o dente é uma parede, da qual você vai removendo o reboco, os tijolos, até abalar as estruturas e ela desmoronar. O primeiro sinal de que algo não vai bem são as manchas brancas que vão aparecer nos dentes. A boa notícia é que elas são reversíveis. Em geral, a aplicação de flúor no consultório (e um puxão de orelha na criança e nos pais) resolve. Ela é liberada já a partir dos primeiros dentes, mas é o dentista que resolve quando é necessária.
Se as manchas não são tratadas, surge um buraquinho no dente. Nesse estágio, a dor aparece. A cárie pode atingir o coração do dente (a parte viva, como o nervo), provocando infecções e até a perda do mesmo. Esse processo é ainda mais rápido nos de leite porque as camadas que protegem sua estrutura são mais finas, e fica fácil atingi-la. A perda precoce de um dente de leite prejudica o crescimento do permanente, porque ele funcionava como um guia. Ou seja, sem um modelo para “seguir”, o dente do seu filho pode nascer torto. Quando se perde mais de um, a mastigação fica prejudicada.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde, de 2003, mostram que 27% das crianças com idades entre 18 e 36 meses têm pelo menos um dente de leite com cárie, e esse número sobe para 60% quando a faixa etária é de 5 anos. No último estudo, realizado no fim do ano passado, não foram publicados dados sobre essas estimativas.
Primeiros cuidados
Como deixar seu filho fora dessas estimativas? Ao contrário do que muita gente deve ter falado para você, a higiene bucal não começa no primeiro dia de vida nem no primeiro mês. “A limpeza deve ser iniciada após a erupção do primeiro dente, quando o risco da cárie começa a existir”, afirma Paulo César Barbosa Rédua, presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria. Use gaze ou fralda embebida em água filtrada ou fervida ou uma escovinha de cerda macia uma vez por dia, à noite.
Assim que o primeiro dente apontar, marque também uma consulta com o dentista. Ele vai orientar sobre os cuidados com a higienização bucal e quanto à alimentação da criança (veja o box na página ao lado), fundamentais para a prevenção da cárie. As próximas visitas ao dentista acontecem a cada seis meses. A Associação recomenda a aplicação de flúor como prevenção a partir de 1 ano, mas vai depender da necessidade de cada criança. É importante que seu filho sinta segurança no consultório. Por isso, apresente tudo para ele: desde os materiais a serem usados até o barulho que o motorzinho faz. “O medo da criança deve ser respeitado”, diz Lúcia Coutinho, odontopediatra.
Flúor, um aliado
A maneira como você limpa os dentes do seu filho vai mudar assim que nascer o primeiro dente molar (que é usado para moer os alimentos), o que acontece por volta dos 14 meses. A partir daí, é preciso usar creme dental. E surge a grande questão: uso pasta com ou sem flúor? Até pouco tempo, a indicação era evitar a que tinha. Isso porque a criança pequena, que ainda não sabe cuspir, engole um pouco da pasta durante a escovação. A ingestão de flúor em excesso pode causar fluorose, que provoca manchas brancas nos dentes permanentes ainda em formação. Mas a orientação mudou. A Associação de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam, oficialmente, o uso de pasta com flúor, sem risco para a saúde do seu filho. Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (SP), no ano passado, mostrou que pastas sem flúor ou com baixa concentração desse ingrediente não protegem contra as cáries nem evitam o aparecimento de fluorose. Na hora da compra, veja se o creme dental tem flúor a uma concentração de 1.100 ppm (observe essa informação na embalagem do produto). A quantidade usada na escova de dentes deve ser equivalente a um grão de arroz apenas.
Escovação em dia

Após o café da manhã, almoço e antes de dormir. Essa é a rotina ideal da higiene bucal das crianças (não esqueça da língua e usar fio dental todos os dias). Não fique aflito: tudo bem se você não consegue acompanhar todas elas. O importante é que a última (e boa!) escovação do dia seja feita por você. A cárie não se forma em instantes, pode levar até 15 horas para a placa bacteriana, que dá origem à cárie, aparecer. Por isso, deixar de escovar uma noite, quando seu filho chegou dormindo da festa do amigo, não é um grande drama. Basta escovar logo cedo no dia seguinte. Mas atenção se a criança estiver tomando remédios, principalmente aqueles de uso contínuo. A presença do açúcar na composição do medicamento favorece o aparecimento da tal placa. Se seu filho toma antes de dormir, escove os dentes dele depois de medicar.
Você leu tudo isso e pensou: “OK, mas como eu faço para convencê-lo a escovar os dentes?”. A gente sabe bem do que uma criança é capaz para enrolar os pais. Para driblar esse mau humor delas, torne a hora de escovar os dentes um momento mais divertido. Conte histórias, cante, escove o dente junto com ele. Além da escova que você usa, compre outra para que ele “treine”. As indicadas são as de cabeça pequena e cerdas macias, para não machucar a gengiva, e adequadas à idade e ao tamanho da boca da criança (a informação vem na embalagem).
Escove bem os dentes e incline a escova em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva para remover a placa bacteriana – líquidos para bochechos só devem ser usados com prescrição. Atenção aos dentes molares que têm superfícies irregulares (varia de acordo com a anatomia do dente de cada criança): elas dificultam a penetração da cerda da escova e, por isso, são os locais preferidos das bactérias. Dependendo de cada caso, como quando as ranhuras são mais profundas, o odontopediatra recomenda a colocação de selante, uma espécie de resina líquida que cobre essas fissuras. Agora, a notícia que você mais esperava. Ainda que seu filho escove os dentes sozinho, você vai supervisionar essa limpeza até ele completar 12 anos. Pois é, o trabalho vai longe...

Mudança de hábito

• A cárie adora o açúcar refinado presente em alguns alimentos, sucos prontos, biscoitos e até mostarda. Doces pegajosos, como brigadeiro e balas, são mais perigosos porque grudam no dente e deixam restos difíceis de serem retirados. Tente equilibrar o consumo dessas guloseimas, e nunca mergulhe a chupeta do seu filho em nada adocicado.

• Não é legal que seu filho adormeça mamando (se o leite for adoçado, pior) porque, durante a noite, produzimos menos saliva, que faz uma autolimpeza nos dentes. Sem essa proteção extra, eles ficam mais expostos às bactérias. Então, após essa mamada, dê um pouco de água para seu filho tomar e escove os dentes dele no dia seguinte. O mesmo vale se a criança acorda de madrugada e pede para mamar. A regra não cabe para o aleitamento materno exclusivo: não dê água, apenas faça a higienização no dia seguinte.

• Beliscar o dia todo é tão ruim quanto o consumo de açúcar porque a saliva, que faz aquela autolimpeza, não dá conta de manter tudo limpo, criando um ambiente propício para a placa bacteriana.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O café da manhã é a refeição que garante a disposição do seu filho

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Muito importante para todos nós a primeira refeição do dia, o desjejum ou simplesmente o café da manhã de nossos pequenos é tão ou mais importante que o nosso, por isso é imprescindível nossos filhos(as) ingerirem:

Proteínas e carboidratos pela manhã, que  podem ajudar, inclusive, no rendimento escolar
Fonte: Site Revista Crescer


Se você duvidava que a primeira refeição do dia é a mais importante para garantir disposição para o seu filho, um estudo recente de universidades britânicas mostrou, mais uma vez, que o rendimento escolar também depende de um bom café da manhã. Os pesquisadores fizeram testes de aptidão cognitiva com 1.386 crianças de 6 a 16 anos e aquelas que haviam se alimentado de manhã se saíram melhor em testes de atenção e memória.
Depois de passar a noite toda em jejum, o que o seu filho mais precisa logo cedo são proteínas e carboidratos, nutrientes facilmente absorvidos pelo corpo. “A porção de proteína pode vir de queijo, leite ou iogurte. Já os carboidratos devem ser, de preferência, integrais, como cereais e pães com grãos, que são carboidratos mais completos”, explica Mario Cícero Falcão, pediatra e nutrólogo do Hospital Santa Catarina (SP).
Uma opção boa e prática é combinar iogurte com frutas e cereal sem açúcar.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quase metade das mães oferece alimento sólido aos bebês antes dos quatro meses, segundo pesquisa

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Neste mês de Setembro traremos dicas e matérias úteis a alimentação de seu bebê.
Traremos nesta semana dicas sobre a alimentação de 0 a 1 ano e semana após semana traremos dicas para outras idades no mesmo assunto!

A introdução precoce é preocupante e pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas na criança
texto de Andressa Basilio, fonte site revista crescer




Uma das primeiras orientações que as mães recebem é a de que é importante amamentar seus filhos até os 6 meses de idade, quando começa a introdução de alimentos sólidos e pastosos na dieta. Porém, um novo levantamento realizado pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que 40% dos pais estão dando alimentos aos pequenos antes dos 4 meses de vida. 

O maior porcentual foi encontrado entre os bebês que eram, anteriormente, alimentados com fórmulas (52,7%) e a menor, entre as crianças que só consumiam leite materno (24,3%). “Meu bebê está com fome”, “Já tem idade suficiente”, “A comida ajuda meu bebê a dormir”, “Meu filho quer experimentar o que eu como” e “Meu médico me orientou assim” são as principais justificativas mencionadas pelos pais para a antecipação dos alimentos. 

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo alertam para o fato de que amigos e parentes também podem influenciar nas decisões das mães em relação à alimentação infantil. Um estudo anterior revelou que as opiniões da família eram o fator mais importante para as mães de baixa renda decidirem se iriam amamentar ou não a criança.

Para o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, apresentar a comida sólida antes da hora pode prejudicar a formação do sistema imunológico da criança. “Somente o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é capaz de fortalecer o organismo do bebê. Por mais que a mãe zele pela composição e qualidade da dieta, se o sistema imunológico ainda não está completamente formado, há também o risco de alergias alimentares precoces e até doenças crônicas”, avisa o especialista. Um estudo grande realizado na Holanda em 2011, provou que o aleitamento exclusivo é fundamental na prevenção de problemas respiratórios, como asma e rinite. A explicação é que o leite da mãe também contém nutrientes e anticorpos que agem contra essas doenças. 


A primeira papinha 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a primeira papinha comece a ser dada a partir dos 7 meses. Águas, chás ou quaisquer outros alimentos devem ser evitados até esse período, por mais que os pais os considerem leves ou inofensivos. 

Além de respeitar a idade certa, a introdução dos alimentos na dieta do bebê deve ser feita de forma gradual. O pediatra Victor Nudelman do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) explica abaixo o melhor jeito de começar: 

1 - Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra – e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor. 
2 - Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três, quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde e observe se o organismo da criança reage bem. 

3 - Depois de uma semana, organize o horário das mamadas para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche. 

4 - Quando o bebê já estiver habituado, é hora de dar a papinha salgada no jantar, também. E papinha de frutas como sobremesa, nas duas refeições. 
Quantidade ideal 
Algumas crianças comem mais do que as outras e, aos poucos, os pais conseguem estabelecer o ‘tamanho do prato’ ideal para o filho. Mas aí vão algumas referências para começar: 

- dos 7 aos 9 meses: de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara 
- dos 10 aos 12 meses: uma xícara cheia 
- de 1 a 3 anos: um prato infantil completo 


Atenção aos temperos 
A papinha é o primeiro contato do seu filho com os novos sabores. Para estimular essa degustação da melhor maneira possível e evitar problemas de saúde, a regra é temperar com pouco sal. A dica da nutricionista Andréia Veiga, da empresa Pequenos Gourmets, é usar, nas refeições salgadas, ervas naturais, como salsinha, cebolinha, manjericão e orégano, cortadas em pedaços bem pequenos, para serem mastigados facilmente. Temperos fortes como pimenta e curry são vetados. Para as primeiras saladas, use tempero como azeite, cebola e uma pitadinha de limão. Evite qualquer aromatizante, como açúcar, canela e cravo, nas papinhas doces. A própria fruta confere a doçura necessária para deixar a refeição gostosa.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sentimento de paternidade é construído com o tempo, diz pesquisa

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SUA GRAVIDEZ


Quanto mais os homens participarem da gravidez, mais emocionalmente envolvidos com o bebê eles vão estar
Texto escrito por 
Andressa Basilio


Assim que a mulher pega o teste de gravidez e descobre que é positivo, ela começa a se sentir como mãe. Mas, como nasce um pai? Apesar de ele ser tão responsável quanto a mulher pelo bebê que está crescendo, o sentimento de paternidade só começa mesmo a aflorar depois da descoberta do sexo do bebê e da escolha do nome. Essa é a conclusão de uma nova pesquisa feita pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, que acompanhou pais de primeira-viagem desde a concepção até o nascimento da criança. 

Para os autores, quanto mais os homens participarem da gravidez, mais emocionalmente envolvidos com o bebê eles vão estar. O ginecologista e obstetra Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) conta que a participação deles está cada vez mais comum: “Aqui no consultório, a gente sempre vê um casal grávido. O marido vem junto com a esposa e faz uma série de perguntas. Ele quer entender tudo o que está se passando com a mulher, ele quer ajudar. E deve." 
Quanto mais cedo, melhor
A mulher grávida sente o corpo se transformar para receber a criança, troca sangue com o bebê, sente seus movimentos. O pai não tem nada disso, portanto seu amor é diferente e pode demorar um pouco mais para chegar. Daí a importância do diálogo, do envolvimento em tudo que for relacionado ao bebê. 

Além de acompanhar a gestante nas consultas médicas, os homens podem participar ativamente das providências para a chegada do bebê. “Comprar o enxoval, montar o quarto, participar do curso de gestante e fazer carinho na barriga vai fazer o homem experienciar também a gravidez e se sentir mais participativo”, aconselha o obstetra. 

Outra coisa importante – e que muitos pais sentem vergonha de fazer – é conversar com o nenê. Sim, ele ainda está na barriga, não entende uma palavra do você diz, mas consegue perceber o carinho. Para Mônica Lemos, que coordena um curso de estreitamento de vínculo entre pais e filhos no Hospital Universitário de Brasília, a conversa também vai ajudar o bebê a identificar a voz como sendo do pai quando ele nascer. “Uma coisa que a gente sempre fala para os homens é que a mãe está ali o tempo todo, o bebê sabe quem ela é. O pai não, ele precisa explicar para a criança que também faz parte da vida dela”. 
E continua depois do nascimento 
Então o pai decide fazer tudo certinho na gestação: ajuda a escolher o nome do seu filho, a cor do quarto, o tamanho do berço, aprende técnicas de trocar fralda e de fazer mamadeira, contém a expectativa da chegada e participa do parto. Tudo o que um bom pai deve fazer. Mas, nem por isso, a missão acabou. O estreitamento de vínculo com o filho pode parecer natural, mas requer esforço e manutenção, afinal, o bebê vai chorar a noite, vai precisar de cuidados e vai cobrar dedicação dos pais também. 

A socióloga e especialista em construção da paternidade Ana Liési Thurler, da Universidade de Brasília, diz que nada é natural. “Vínculos afetivos não se criam magicamente, mas pela convivência. Os laços entre pais e filhos são criados à medida em que se cuida da criança, dá banho, troca fraldas, dá carinho, lhe conta histórias e canções, encoraja a dar os primeiros passos, e assim por diante.” A boa notícia é que o amor torna todos esses desafios mais fáceis. E, no fim das contas, não há nada mais gostoso do que passar o tempo com seu filho, não é mesmo?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Criança pode ser vegetariana?

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SEUS FILHOS





A decisão final cabe aos pais, mas uma dieta restritiva, especialmente nos primeiros anos de vida, pode causar deficiência de nutrientes
Texto de Marcela Bourroul


Os pais já se esqueceram da última vez em que comeram um pedaço de carne. Alguns casais eliminaram inclusive ovos, leites e seus derivados da alimentação. Com a chegada de um filho, a tendência é manter esses hábitos e reproduzi-los no cardápio da criança. Mas atenção: nos primeiros anos de vida, uma dieta restritiva pode ser prejudicial à saúde. 

De acordo com Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças não devem adotar dietas vegetarianas. “Ela precisa das vitaminas presentes na carne, como ferro, vitamina B12 e zinco. Se também não consumir leite e ovos, ficará com deficiência de cálcio e proteínas”. A falta desses nutrientes pode prejudicar o desenvolvimento. Outro problema da dieta vegetariana é que ela geralmente diminui o consumo calórico, o que pode atrasar o crescimento da criança. 

Para Jocemara Gurmini, nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR), dietas vegetarianas podem oferecer vantagens a adultos, mas são inadequadas para crianças. Ela não recomenda que bebês com menos de 2 anos tenham a alimentação restrita, mas afirma: “Apesar das possibilidades de carências, uma vez optado por este tipo de dieta na infância, a criança deve ser acompanhada por nutricionista e nutrólogo e assistida de perto por um pediatra que conheça a dieta.” 

A Sociedade Americana de Pediatria classifica três diferentes tipos de dietas vegetarianas. O primeiro grupo não consome carnes, mas come ovos, leites e seus derivados. O segundo grupo exclui os ovos e o terceiro grupo, dos veganos, não consome nem ovos nem leite. Segundo a instituição, crianças de 5 a 12 anos podem ser bem nutridas nos três tipos de dieta, mas o equilíbrio é mais difícil no caso dos veganos. De qualquer maneira, a recomendação nos três casos é que a criança seja acompanhada por um médico especialista e, se necessário, consuma alimentos enriquecidos ou suplementos vitamínicos. Segundo Virgínia, crianças vegetarianas costumam precisar de suplementos de vitamina B12, ferro e zinco. 

Uma última questão precisa ser avaliada em relação a esse tipo de dieta. Às vezes, a própria criança se sensibiliza ao tomar consciência de que para comer carne é necessário matar um animal e passa a insistir na mudança de hábitos. Nesse caso, vale conversar com ela, consultar seu pediatra e até mesmo visitar um nutrólogo. Por outro lado, quando são os pais que introduzem a dieta vegana ou vegetariana, pode ser que a criança algum dia sinta vontade de voltar a comer os alimentos “proibidos”. Aí, diz Virgínia, o ideal é permitir.

 

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