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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tudo o que você precisa saber para o seu filho não ter cárie nunca!!!

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Se você tem neura com a limpeza dos dentes do seu filho, leia esta reportagem. Você vai descobrir que os cuidados para impedir que a vilã dos dentes apareça são muito mais simples do que imagina
Ana Paula Pontes


Filho, vem escovar os dentes!” Se essa frase ainda não faz parte do seu dia a dia, aposte que assim que os primeiros dentes surgirem, vai repeti-la diversas vezes – simplesmente porque você nem quer imaginar uma cárie na boca dele. Vale aqui um parênteses de repórter e mãe: antes de conversar com os especialistas para esta reportagem, eu tinha certeza de que o meu filho de 6 anos só não teve nenhuma cárie até hoje por sorte. Não consigo supervisionar todas as escovações que ele faz. Mas acabo de saber que não é só sorte, não. A cárie não surge com a rapidez que a gente imagina, e, felizmente (para nós, pais), a prevenção é simples. Também descobri que o uso de creme dental com flúor para crianças pequenas não é aquele bicho-papão que sempre dava medo. A seguir, você vai encontrar um manual para manter o sorriso do seu filho bem longe da cárie.


Tudo bem se você não consegue acompanhar todas as escovações dos dentes do seu filho.
Garanta que a última, feita à noite, seja a melhor limpeza.


Cárie desde bebê
Sim, ela pode aparecer desde o nascimento do primeiro dente, o que acontece por volta dos 6 meses. A batalha é silenciosa: o açúcar presente nos restos de alimentos que ficam dentro da boca, sólidos ou líquidos (até o leite materno tem), junta-se a uma película de saliva que fica sobre os dentes, chamada biofilme. Nessa película também estão as bactérias do bem e as nocivas, como a Streptococcus mutans, que provoca o buraco no dente (ou a lesão da cárie, como os especialistas chamam). Toda essa sujeira recebe o nome de placa bacteriana. Quando os dentes não são limpos com assiduidade, as bactérias “do mal” se alimentam dos açúcares que estão nesses restos de comida e passam a produzir ácidos que atacam o esmalte protetor dos dentes. Por isso é tão importante não dar doce para o seu filho, principalmente no primeiro ano, nem adoçar o leite que ele toma.

Para entender melhor esse ataque, imagine que o dente é uma parede, da qual você vai removendo o reboco, os tijolos, até abalar as estruturas e ela desmoronar. O primeiro sinal de que algo não vai bem são as manchas brancas que vão aparecer nos dentes. A boa notícia é que elas são reversíveis. Em geral, a aplicação de flúor no consultório (e um puxão de orelha na criança e nos pais) resolve. Ela é liberada já a partir dos primeiros dentes, mas é o dentista que resolve quando é necessária.
Se as manchas não são tratadas, surge um buraquinho no dente. Nesse estágio, a dor aparece. A cárie pode atingir o coração do dente (a parte viva, como o nervo), provocando infecções e até a perda do mesmo. Esse processo é ainda mais rápido nos de leite porque as camadas que protegem sua estrutura são mais finas, e fica fácil atingi-la. A perda precoce de um dente de leite prejudica o crescimento do permanente, porque ele funcionava como um guia. Ou seja, sem um modelo para “seguir”, o dente do seu filho pode nascer torto. Quando se perde mais de um, a mastigação fica prejudicada.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde, de 2003, mostram que 27% das crianças com idades entre 18 e 36 meses têm pelo menos um dente de leite com cárie, e esse número sobe para 60% quando a faixa etária é de 5 anos. No último estudo, realizado no fim do ano passado, não foram publicados dados sobre essas estimativas.
Primeiros cuidados
Como deixar seu filho fora dessas estimativas? Ao contrário do que muita gente deve ter falado para você, a higiene bucal não começa no primeiro dia de vida nem no primeiro mês. “A limpeza deve ser iniciada após a erupção do primeiro dente, quando o risco da cárie começa a existir”, afirma Paulo César Barbosa Rédua, presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria. Use gaze ou fralda embebida em água filtrada ou fervida ou uma escovinha de cerda macia uma vez por dia, à noite.
Assim que o primeiro dente apontar, marque também uma consulta com o dentista. Ele vai orientar sobre os cuidados com a higienização bucal e quanto à alimentação da criança (veja o box na página ao lado), fundamentais para a prevenção da cárie. As próximas visitas ao dentista acontecem a cada seis meses. A Associação recomenda a aplicação de flúor como prevenção a partir de 1 ano, mas vai depender da necessidade de cada criança. É importante que seu filho sinta segurança no consultório. Por isso, apresente tudo para ele: desde os materiais a serem usados até o barulho que o motorzinho faz. “O medo da criança deve ser respeitado”, diz Lúcia Coutinho, odontopediatra.
Flúor, um aliado
A maneira como você limpa os dentes do seu filho vai mudar assim que nascer o primeiro dente molar (que é usado para moer os alimentos), o que acontece por volta dos 14 meses. A partir daí, é preciso usar creme dental. E surge a grande questão: uso pasta com ou sem flúor? Até pouco tempo, a indicação era evitar a que tinha. Isso porque a criança pequena, que ainda não sabe cuspir, engole um pouco da pasta durante a escovação. A ingestão de flúor em excesso pode causar fluorose, que provoca manchas brancas nos dentes permanentes ainda em formação. Mas a orientação mudou. A Associação de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam, oficialmente, o uso de pasta com flúor, sem risco para a saúde do seu filho. Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (SP), no ano passado, mostrou que pastas sem flúor ou com baixa concentração desse ingrediente não protegem contra as cáries nem evitam o aparecimento de fluorose. Na hora da compra, veja se o creme dental tem flúor a uma concentração de 1.100 ppm (observe essa informação na embalagem do produto). A quantidade usada na escova de dentes deve ser equivalente a um grão de arroz apenas.
Escovação em dia

Após o café da manhã, almoço e antes de dormir. Essa é a rotina ideal da higiene bucal das crianças (não esqueça da língua e usar fio dental todos os dias). Não fique aflito: tudo bem se você não consegue acompanhar todas elas. O importante é que a última (e boa!) escovação do dia seja feita por você. A cárie não se forma em instantes, pode levar até 15 horas para a placa bacteriana, que dá origem à cárie, aparecer. Por isso, deixar de escovar uma noite, quando seu filho chegou dormindo da festa do amigo, não é um grande drama. Basta escovar logo cedo no dia seguinte. Mas atenção se a criança estiver tomando remédios, principalmente aqueles de uso contínuo. A presença do açúcar na composição do medicamento favorece o aparecimento da tal placa. Se seu filho toma antes de dormir, escove os dentes dele depois de medicar.
Você leu tudo isso e pensou: “OK, mas como eu faço para convencê-lo a escovar os dentes?”. A gente sabe bem do que uma criança é capaz para enrolar os pais. Para driblar esse mau humor delas, torne a hora de escovar os dentes um momento mais divertido. Conte histórias, cante, escove o dente junto com ele. Além da escova que você usa, compre outra para que ele “treine”. As indicadas são as de cabeça pequena e cerdas macias, para não machucar a gengiva, e adequadas à idade e ao tamanho da boca da criança (a informação vem na embalagem).
Escove bem os dentes e incline a escova em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva para remover a placa bacteriana – líquidos para bochechos só devem ser usados com prescrição. Atenção aos dentes molares que têm superfícies irregulares (varia de acordo com a anatomia do dente de cada criança): elas dificultam a penetração da cerda da escova e, por isso, são os locais preferidos das bactérias. Dependendo de cada caso, como quando as ranhuras são mais profundas, o odontopediatra recomenda a colocação de selante, uma espécie de resina líquida que cobre essas fissuras. Agora, a notícia que você mais esperava. Ainda que seu filho escove os dentes sozinho, você vai supervisionar essa limpeza até ele completar 12 anos. Pois é, o trabalho vai longe...

Mudança de hábito

• A cárie adora o açúcar refinado presente em alguns alimentos, sucos prontos, biscoitos e até mostarda. Doces pegajosos, como brigadeiro e balas, são mais perigosos porque grudam no dente e deixam restos difíceis de serem retirados. Tente equilibrar o consumo dessas guloseimas, e nunca mergulhe a chupeta do seu filho em nada adocicado.

• Não é legal que seu filho adormeça mamando (se o leite for adoçado, pior) porque, durante a noite, produzimos menos saliva, que faz uma autolimpeza nos dentes. Sem essa proteção extra, eles ficam mais expostos às bactérias. Então, após essa mamada, dê um pouco de água para seu filho tomar e escove os dentes dele no dia seguinte. O mesmo vale se a criança acorda de madrugada e pede para mamar. A regra não cabe para o aleitamento materno exclusivo: não dê água, apenas faça a higienização no dia seguinte.

• Beliscar o dia todo é tão ruim quanto o consumo de açúcar porque a saliva, que faz aquela autolimpeza, não dá conta de manter tudo limpo, criando um ambiente propício para a placa bacteriana.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Seu Pequeno(a) range os dentes à noite???

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Isso é chamado de bruxismo e acontece enquanto seu filho(a) dorme. Veja mais detalhes:

Por quê: as causas são multifatoriais. A criança pode estar passando por um momento difícil, se sentir sobrecarregada, ter amidalite ou até ter o encaixe dos dentes imperfeito. Existe também um bruxismo que é considerado normal. Ele é esporádico e geralmente surge quando os dentes nascem.
Tratamento: com fonoaudiólogo (que cuida da respiração), otorrinolaringologista (trata da amidalite, por exemplo) e odontopediatra. Pode ser necessário o uso de um aparelho móvel para dormir, com uma placa por cima de alguns dentes para evitar o desgaste.
Bruxismo em crianças pode ser sinal de estresse?
Sim. Bruxismo é o hábito de ranger ou apertar os dentes durante o sono e é muito comum em crianças que estão sofrendo algum tipo de problema emocional ou estresse. Estudos mostram que 30% dos pequenos entre 3 a 6 anos de idade apresentam o sintoma e usam o ranger dos dentes como uma válvula de escape.

Segundo o Dr. Daniel S. Peel, especialista em periodontia e implantodontia, normalmente as causas do bruxismo são de caráter emocional e psicológico, relacionada ao alto nível de estresse, ou algum problema que o paciente vem enfrentando. “Têm tendência a terem bruxismo crianças em fase de mudança, como mudança de escola, época de provas, competições escolares, divórcio dos pais, cobrança excessiva para se sair bem em alguma tarefa, hiperatividade e distúrbios neurológicos como autismo”.
Essa sobrecarga de força de um dente no outro pode acarretar muitos problemas para a criança. “As consequências são uma má posição nos dentes, ou uma diferença de tempo na erupção dos dentes de leite, podendo causar uma desarmonia entre os arcos dentários. Para compensar essa falha, a criança tenta encontrar uma posição mais confortável, o que a faz ranger ou apertar os dentes”, explica o dentista. 
O especialista afirma ainda que o bruxismo pode causar, além de desgaste dos dentes, problemas na gengiva, na articulação da mandíbula (ATM), dores de cabeça e até dor de ouvido e dores na nuca. Fatores sistêmicos como rinite, alergias respiratórias e dormir de boca aberta podem contribuir e causar o bruxismo nas crianças.
Uma das maiores dificuldades dos pais é perceber esse problema nos filhos. “Muitas vezes as crianças relatam que estão com dores de cabeça ou que os dentes estão doendo ou moles e o pais acham que os dentes de leite estão caindo para nascerem os permanentes, mesmo que não esteja ainda na época de os permanentes erupicionarem”, alerta o Dr. Peel.
A recomendação é que os pais consultem sempre um dentista odontopediatra para acompanhar o crescimento e erupção dos dentes da criança. Dessa forma, é possível fazer um diagnostico precoce e correto, diminuindo ou até evitando problemas futuros.
O tratamento do bruxismo é simples, dependo da causa diagnosticada. Geralmente, são feitas restaurações nos dentes, uso de aparelhos dentários relaxantes, indicação de técnicas relaxantes e remoção dos fatores de stress e cobrança. Pratica de esportes e exercícios também são uma boa forma de tratamento. Dependendo do caso, um acompanhamento psicológico pode ser necessário. Todo o tratamento deve ser feito sob a orientação e acompanhamento de um profissional da saúde especializado.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Como cuidar dos primeiros dentes e garantir a saúde bucal do seu bebê

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Continuando nossa série de dicas do mês de Setembro, estamos trazendo mais uma matéria muito interessante para a saúde bucal do seu bebê!!!

A gente também baba quando os primeiros dentes do bebê começam a nascer. Veja como cuidar deles
Texto escrito por Mônica Luz - retirado do site revista crescer

Um dentinho só. Um mínimo dentinho, naquela mínima boquinha do bebê já é sinal para a primeira visita ao odontopediatra? Sim! Embora o tamanho da criança seja pequeno, a saúde dela não tem nada de diminutivo: assim que o primeiro dente despontar na boca do bebê, já é hora de marcar uma consulta, ato que deve se repetir a cada seis meses – como para nós, adultos. Isso porque, quando o assunto é boca, o melhor tratamento é a prevenção. E desde o dente de leite que, quando tem uma cárie não tratada, por exemplo, pode fazer o permanente crescer com deformação ou manchas. A seguir, respondemos todas as suas dúvidas sobre a primeira dentição do seu filho, desde o nascimento até o aparelho ortodôntico. 

Quando nasce o primeiro dente? 
Geralmente aos 6 meses, mas há casos de crianças que têm dentes antes ou depois disso, sem prejuízo algum. O limite é 1 ano e meio. Se isso não ocorrer, é preciso investigar. Ao todo, serão 20 dentes (dez em cima e dez embaixo) que, dependendo do desenvolvimento hormonal, surgem até por volta dos 3 anos. Eles começam a cair, no entanto, com 6 anos – se nasceram antes, aumenta a chance de caírem antes também. E o melhor é que o dente caia sozinho ou que a própria criança remova, na sua companhia, claro. 

E se a criança já nascer com um dente? 
Esse “fenômeno” é chamado de dente natal e acontece em um a cada 2 mil nascimentos. Também há o dente neonatal, que pode surgir no primeiro mês. Somente com uma radiografia é possível saber se ele faz parte dos 20 ou se é um extra. Se for extra, é indicada a remoção no consultório, sem dor. Se não, poderá ser mantido, desde que tenha características normais. 

Baba, coceira, febre e diarreia são sintomas de nascimento dos dentes? 
Não há comprovação científica de que o nascimento dos dentes cause febre, diarreia ou faça o bebê babar. Acontece, mas as razões são outras. Aos 6 meses e na fase oral, a criança leva tudo à boca. Enquanto isso, as glândulas salivares começam a maturar (provocando uma salivação maior) e a imunidade ainda é baixa. Resultado: o bebê se autocontamina e esses sintomas aparecem. Já a coceira na gengiva, causada pelo dente que se aproxima, pode ser amenizada com mordedores, especialmente os que vão na geladeira, porque a temperatura baixa diminui a circulação sanguínea na região. O especialista pode, ainda, prescrever medicações tópicas e fitoterápicas.

Quando iniciar a higiene bucal? 


Assim que o primeiro dente apontar na boca, após cada alimentação (antes disso, não precisa limpar a gengiva porque ela não serve de fixação para as bactérias). Enquanto o bebê tiver apenas os dentes incisivos (superiores e inferiores da frente), a mãe deve passar, no local, fralda de algodão ou gaze seca ou umedecida em água filtrada ou, ainda, uma dedeira. Quando nascerem os primeiros molares (os do “fundão”), por volta dos 14 meses, é obrigatória a introdução da escova de acordo com a indicação da idade na embalagem, pois esses dentes têm sulcos, que não são devidamente limpos de outra forma. O uso do creme dental também deve ter início nessa fase e o especialista deve orientar se o produto pode conter flúor ou não. Segundo a Sociedade Brasileira de Odontopediatria, não há controvérsias sobre o uso dessa substância antes dos 3 anos, já que ela é um fator fundamental para a prevenção da cárie. Mas deve-se conversar sobre a frequência e a quantidade adequadas. O indicado é o equivalente ao tamanho de um grão de arroz e, depois que seu filho tiver três anos, de uma ervilha. Não há comprovação científica que o fio dental evite cárie e os enxaguantes bucais (sem álcool) são indicados apenas para maiores de 6 anos e que já saibam cuspir sem engolir. 

É fundamental escovar os dentes após mamar de madrugada? 
Sim, para evitar a cárie de mamadeira ou de peito, que se forma, geralmente, entre os dentes da frente. Basta passar gaze ou fralda umedecida sobre os dentes e retirar o excesso de leite da boca. 

A partir de quando a criança poderá fazer a limpeza sozinha? 
Entre 5 e 7 anos, a escovação deve ocorrer em conjunto com os pais. Dos 7 aos 12, os pais fazem apenas a última limpeza, antes de dormir. Isso porque, durante o sono, a produção de saliva reduz e é justamente ela que promove a autolimpeza na boca. 

E se ela morder a escova? 
Pode deixar morder, de maneira comedida, explicando que não foi feito para brincar. Mas tenha duas: uma para o seu filho e outra para você fazer a escovação. Troque esta última uma vez por mês, ou quando as cerdas não estiverem mais paralelas. 

Quais os problemas recorrentes na infância? 
A cárie e a erosão. A primeira é causada por microrganismos que vivem na boca e agem pontualmente. Eles metabolizam o alimento, produzindo um ácido que causa lesões. A única maneira de evitá-los é escovando os dentes com o creme dental com flúor (ajuda, também, se o dentista aplicar o selante, uma espécie de capa protetora que cobre as fissuras que abrigam a cárie). A erosão, por sua vez, atinge toda a superfície dentária e é provocada pela ingestão excessiva de alimentos industrializados, como refrigerantes, sucos prontos e biscoitos. Por serem mais ácidos, “corroem” as camadas superficiais de esmalte, desgastando a estrutura e até reduzindo o tamanho do dente. 

Mamadeira, chupeta ou chupar o dedo prejudica? 
A pressão resultante dos hábitos de sucção pode modificar a posição dos dentes e gerar má-oclusão. As mais comuns são a mordida aberta, quando os dentes de cima não encostam nos de baixo, e a cruzada. Para evitar o problema, prefira mamadeiras e chupetas com bicos ortodônticos, e o ideal é que o hábito termine até 3 anos. No caso do dedo, é muito importante nem deixar começar. Uma vez interrompido o mau hábito, é comum a mordida aberta anterior se autocorrigir. No entanto, a cruzada precisa de intervenção ortodôntica, que deve ser realizada o mais cedo possível. 

Pode colocar aparelhos ortodônticos em dentes de leite? 
Sim. Alguns problemas podem ser reduzidos ou até definitivamente corrigidos se a intervenção for feita durante a fase da dentição de leite ou mista – quando a criança já conta com alguns permanentes, o que acontece por volta dos 6 anos. Esses tratamentos podem atenuar problemas no crescimento da face ou de espaço nos arcos dentários. 


E se o dente quebrar? 


Primeiro, é preciso identificar onde está o fragmento, pois a criança pode engasgar. Há casos em que é preciso fazer um tratamento de canal, para não comprometer a saúde e a aparência do dente que virá. Ou pode, ainda, ocorrer a perda total, quando torna-se fundamental manter o espaço aberto, com um aparelho específico ou implante. Caso contrário, ele pode fechar ou o permanente erupcionar antes da hora. Se a quebra acontecer com um permanente, será necessário implante imediato. Se achar o pedaço perdido, coloque-o em uma solução proteica (leite ou soro fisiológico), para que o especialista possa reimplantá-lo. 

Fontes: Flavia Artese, presidente da Sociedade Brasileira de Ortodontia e professora adjunta de Ortodontia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP); Paulo Cesar Rédua, presidente da Sociedade Brasileira de Odontopediatria; Ricardo Machado Cruz, presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial; Viviane Branco Cabral, odontopediatra e ortodontista.

sábado, 14 de setembro de 2013

4 alimentos que não podem faltar no prato do seu filho (e você nem imagina por quê)

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Todo mundo tem uma dica infalível sobre alimentação para passar adiante. Mas, será que todas são confiáveis e ainda valem? 

Eles são fáceis de encontrar em qualquer época do ano
Cíntia Marcucci e Thais Lazzeri. Fotos Gabriel Rinaldi. Produção Lyvia Sayão





-Batata-doce: além de ser fonte de energia e substituir carboidratos como as outras batatas, massas e arroz, as do tipo amarela e laranja são ricas em betacaroteno, essencial para o crescimento e desenvolvimento infantil e importante para o funcionamento do sistema imunológico. Que tal fazer um purê? Também ajuda a manter a pele, as mucosas e a visão saudáveis.


Arroz com feijão: quando consumidos juntos, a absorção das proteínas do feijão é mais eficaz. A dobradinha nacional ainda ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, pois a fibra do feijão ajuda a controlar o excesso de glicose no sangue que o consumo de arroz sozinho poderia gerar. 

VEJA MAIS: Liquidação Inverno PetiPoti Moda Infantil e Fantasias!!!

Cereja: é um dos únicos alimentos, ao lado da aveia, da cebola e do milho, que possui melatonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o sono. Como a aprendizagem é fixada no cérebro durante a hora de dormir, as cerejas são boas para a memória e dão uma forcinha extra para os estudantes.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resolva de uma vez por todas as suas dúvidas sobre o sódio

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Continuando com nossa série de dicas!


Selecionamos cinco tópicos importantes sobre o mineral e separamos dicas para você controlar o consumo
Andressa Basilio


Venha Conferir!!!
Bolacha, bolo, salgadinho, bisnaguinha, macarrão instantâneo, sanduíche. O que todas essas guloseimas têm em comum além de serem deliciosas? Elas escondem um perigo para a saúde do seu filho, o sódio. 

Esse componete é um dos minerais essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo. Porém, quando consumido em excesso, deixa crianças (e adultos) mais propensas a problemas cardiovasculares, hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade. É justamente por isso que, pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou limites para o consumo diário de crianças. 

Pela nova recomendação, 2g de sódio diariamente bastam para que a saúde de crianças maiores de dois anos fique em dia. O problema é que o danado do sódio está em praticamente tudo o que consumimos no dia. Aí fica a dúvida: como fazemos para evitar o consumo? Abaixo você confere essa e outras respostas para as principais dúvidas sobre o assunto. 


Leia Também: Quase metade das mães oferece alimentos sólido aos bebês antes dos 4 meses, segundo pesquisa

Vale lembrar que a OMS não especificou quantidades para crianças menores de dois anos, mas você já leu aqui na Crescer que o ideal é a papinha do seu filho temperada com pouco ou nenhum sal, já que os alimentos que bebês consomem já têm a quantidade necessária de sódio.
Sódio é sal?
Uma pesquisa de 2011 realizada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo constatou que 93% das pessoas que participaram da enquete acreditam que sal e sódio são a mesma coisa. Na verdade, não é bem assim. O sal de cozinha é formado por átomos de sódio (40%) e átomos de cloro (60%). Isso significa dizer que para descobrir a quantidade de sal precisa multiplicar o sódio por 2,5. Por essa conta básica, o alerta de 2g de sódio da OMS valem 5g de sal. 
O mal é imediato?
Não. No começo o sódio não vai acusar nenhum mal para o seu filho. Porém, com o passar do tempo, essa quantidade vai se acumulando no organismo da criança. Quanto mais sódio, mais cedo ela terá problemas como hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto e até obesidade. 

Como se não bastasse esse rastro de problemas, o sódio compete com a absorção de cálcio no organismo. O que quer dizer que o uso abusivo pode também causar no futuro osteoporose e raquitismo. 
Que alimentos evitar?
Além de ajudar a realçar o sabor, o sódio serve como conservante, diminuindo a concentração de água no alimento e impedindo o crescimento e a proliferação de micro-organismos. Por isso, produtos industrializados, como comida congelada, salgadinho e biscoito recheado, e embutidos (salame, mortadela e salsicha) estão cheios de sódio. 

E a lista não pára por aí: pão de forma, refrigerante, cereal matinal, chocolate - principalmente o branco- e derivados de queijo e leite também apresentam boas quantidades do mineral. O consumo de todos esses alimentos deve, portanto, ser moderado pelos pais, mas a atenção precisa estar realmente voltada para dois dos campeões em sódio: macarrão instantâneo, cujo tempero contém até 50% da necessidade diária dedo organismo, e lanches de fast-food (que podem conter até 80% do consumo recomendado). 
Alimentos naturais contêm sódio?
Sim. Feijão, soja, batata, tomate e acelga são fontes de sódio. Frutas, como pêra, banana, laranja e maçã, também contêm o mineral em sua composição. Como a concentração é baixa, se você encher o pratinho do seu filho com esses alimentos não vai fazer mal.


Se sódio está em quase tudo, como controlar o consumo? 
Trocar as guloseimas por lanchinhos mais saudáveis, evitar comida congelada, moderar o consumo de fast-food, tudo isso ajuda muito. Mas, vamos nos concentrar em duas dicas bem importantes e simples. A primeira é ler o rótulo antes de comprar os produtos. Se o alimento é rico em sódio, se é gorduroso, se contém vitamina... está tudo discriminado na embalagem. É só a gente se lembrar de olhar. A outra dica parece estranha, mas ajuda: tirar o saleiro da mesa. Assim, você evita que o seu filho coloque mais sal no prato do que o necessário. 

Fontes: Jocemara Gurmini, pediatra, gastroenterologista e nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe, e Eliane Cristina de Almeida, nutricionista da Unifesp. 



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quase metade das mães oferece alimento sólido aos bebês antes dos quatro meses, segundo pesquisa

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Neste mês de Setembro traremos dicas e matérias úteis a alimentação de seu bebê.
Traremos nesta semana dicas sobre a alimentação de 0 a 1 ano e semana após semana traremos dicas para outras idades no mesmo assunto!

A introdução precoce é preocupante e pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas na criança
texto de Andressa Basilio, fonte site revista crescer




Uma das primeiras orientações que as mães recebem é a de que é importante amamentar seus filhos até os 6 meses de idade, quando começa a introdução de alimentos sólidos e pastosos na dieta. Porém, um novo levantamento realizado pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que 40% dos pais estão dando alimentos aos pequenos antes dos 4 meses de vida. 

O maior porcentual foi encontrado entre os bebês que eram, anteriormente, alimentados com fórmulas (52,7%) e a menor, entre as crianças que só consumiam leite materno (24,3%). “Meu bebê está com fome”, “Já tem idade suficiente”, “A comida ajuda meu bebê a dormir”, “Meu filho quer experimentar o que eu como” e “Meu médico me orientou assim” são as principais justificativas mencionadas pelos pais para a antecipação dos alimentos. 

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo alertam para o fato de que amigos e parentes também podem influenciar nas decisões das mães em relação à alimentação infantil. Um estudo anterior revelou que as opiniões da família eram o fator mais importante para as mães de baixa renda decidirem se iriam amamentar ou não a criança.

Para o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, apresentar a comida sólida antes da hora pode prejudicar a formação do sistema imunológico da criança. “Somente o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é capaz de fortalecer o organismo do bebê. Por mais que a mãe zele pela composição e qualidade da dieta, se o sistema imunológico ainda não está completamente formado, há também o risco de alergias alimentares precoces e até doenças crônicas”, avisa o especialista. Um estudo grande realizado na Holanda em 2011, provou que o aleitamento exclusivo é fundamental na prevenção de problemas respiratórios, como asma e rinite. A explicação é que o leite da mãe também contém nutrientes e anticorpos que agem contra essas doenças. 


A primeira papinha 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a primeira papinha comece a ser dada a partir dos 7 meses. Águas, chás ou quaisquer outros alimentos devem ser evitados até esse período, por mais que os pais os considerem leves ou inofensivos. 

Além de respeitar a idade certa, a introdução dos alimentos na dieta do bebê deve ser feita de forma gradual. O pediatra Victor Nudelman do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) explica abaixo o melhor jeito de começar: 

1 - Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra – e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor. 
2 - Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três, quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde e observe se o organismo da criança reage bem. 

3 - Depois de uma semana, organize o horário das mamadas para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche. 

4 - Quando o bebê já estiver habituado, é hora de dar a papinha salgada no jantar, também. E papinha de frutas como sobremesa, nas duas refeições. 
Quantidade ideal 
Algumas crianças comem mais do que as outras e, aos poucos, os pais conseguem estabelecer o ‘tamanho do prato’ ideal para o filho. Mas aí vão algumas referências para começar: 

- dos 7 aos 9 meses: de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara 
- dos 10 aos 12 meses: uma xícara cheia 
- de 1 a 3 anos: um prato infantil completo 


Atenção aos temperos 
A papinha é o primeiro contato do seu filho com os novos sabores. Para estimular essa degustação da melhor maneira possível e evitar problemas de saúde, a regra é temperar com pouco sal. A dica da nutricionista Andréia Veiga, da empresa Pequenos Gourmets, é usar, nas refeições salgadas, ervas naturais, como salsinha, cebolinha, manjericão e orégano, cortadas em pedaços bem pequenos, para serem mastigados facilmente. Temperos fortes como pimenta e curry são vetados. Para as primeiras saladas, use tempero como azeite, cebola e uma pitadinha de limão. Evite qualquer aromatizante, como açúcar, canela e cravo, nas papinhas doces. A própria fruta confere a doçura necessária para deixar a refeição gostosa.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

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Sentimento de paternidade é construído com o tempo, diz pesquisa

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SUA GRAVIDEZ


Quanto mais os homens participarem da gravidez, mais emocionalmente envolvidos com o bebê eles vão estar
Texto escrito por 
Andressa Basilio


Assim que a mulher pega o teste de gravidez e descobre que é positivo, ela começa a se sentir como mãe. Mas, como nasce um pai? Apesar de ele ser tão responsável quanto a mulher pelo bebê que está crescendo, o sentimento de paternidade só começa mesmo a aflorar depois da descoberta do sexo do bebê e da escolha do nome. Essa é a conclusão de uma nova pesquisa feita pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, que acompanhou pais de primeira-viagem desde a concepção até o nascimento da criança. 

Para os autores, quanto mais os homens participarem da gravidez, mais emocionalmente envolvidos com o bebê eles vão estar. O ginecologista e obstetra Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) conta que a participação deles está cada vez mais comum: “Aqui no consultório, a gente sempre vê um casal grávido. O marido vem junto com a esposa e faz uma série de perguntas. Ele quer entender tudo o que está se passando com a mulher, ele quer ajudar. E deve." 
Quanto mais cedo, melhor
A mulher grávida sente o corpo se transformar para receber a criança, troca sangue com o bebê, sente seus movimentos. O pai não tem nada disso, portanto seu amor é diferente e pode demorar um pouco mais para chegar. Daí a importância do diálogo, do envolvimento em tudo que for relacionado ao bebê. 

Além de acompanhar a gestante nas consultas médicas, os homens podem participar ativamente das providências para a chegada do bebê. “Comprar o enxoval, montar o quarto, participar do curso de gestante e fazer carinho na barriga vai fazer o homem experienciar também a gravidez e se sentir mais participativo”, aconselha o obstetra. 

Outra coisa importante – e que muitos pais sentem vergonha de fazer – é conversar com o nenê. Sim, ele ainda está na barriga, não entende uma palavra do você diz, mas consegue perceber o carinho. Para Mônica Lemos, que coordena um curso de estreitamento de vínculo entre pais e filhos no Hospital Universitário de Brasília, a conversa também vai ajudar o bebê a identificar a voz como sendo do pai quando ele nascer. “Uma coisa que a gente sempre fala para os homens é que a mãe está ali o tempo todo, o bebê sabe quem ela é. O pai não, ele precisa explicar para a criança que também faz parte da vida dela”. 
E continua depois do nascimento 
Então o pai decide fazer tudo certinho na gestação: ajuda a escolher o nome do seu filho, a cor do quarto, o tamanho do berço, aprende técnicas de trocar fralda e de fazer mamadeira, contém a expectativa da chegada e participa do parto. Tudo o que um bom pai deve fazer. Mas, nem por isso, a missão acabou. O estreitamento de vínculo com o filho pode parecer natural, mas requer esforço e manutenção, afinal, o bebê vai chorar a noite, vai precisar de cuidados e vai cobrar dedicação dos pais também. 

A socióloga e especialista em construção da paternidade Ana Liési Thurler, da Universidade de Brasília, diz que nada é natural. “Vínculos afetivos não se criam magicamente, mas pela convivência. Os laços entre pais e filhos são criados à medida em que se cuida da criança, dá banho, troca fraldas, dá carinho, lhe conta histórias e canções, encoraja a dar os primeiros passos, e assim por diante.” A boa notícia é que o amor torna todos esses desafios mais fáceis. E, no fim das contas, não há nada mais gostoso do que passar o tempo com seu filho, não é mesmo?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Criança pode ser vegetariana?

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A decisão final cabe aos pais, mas uma dieta restritiva, especialmente nos primeiros anos de vida, pode causar deficiência de nutrientes
Texto de Marcela Bourroul


Os pais já se esqueceram da última vez em que comeram um pedaço de carne. Alguns casais eliminaram inclusive ovos, leites e seus derivados da alimentação. Com a chegada de um filho, a tendência é manter esses hábitos e reproduzi-los no cardápio da criança. Mas atenção: nos primeiros anos de vida, uma dieta restritiva pode ser prejudicial à saúde. 

De acordo com Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças não devem adotar dietas vegetarianas. “Ela precisa das vitaminas presentes na carne, como ferro, vitamina B12 e zinco. Se também não consumir leite e ovos, ficará com deficiência de cálcio e proteínas”. A falta desses nutrientes pode prejudicar o desenvolvimento. Outro problema da dieta vegetariana é que ela geralmente diminui o consumo calórico, o que pode atrasar o crescimento da criança. 

Para Jocemara Gurmini, nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR), dietas vegetarianas podem oferecer vantagens a adultos, mas são inadequadas para crianças. Ela não recomenda que bebês com menos de 2 anos tenham a alimentação restrita, mas afirma: “Apesar das possibilidades de carências, uma vez optado por este tipo de dieta na infância, a criança deve ser acompanhada por nutricionista e nutrólogo e assistida de perto por um pediatra que conheça a dieta.” 

A Sociedade Americana de Pediatria classifica três diferentes tipos de dietas vegetarianas. O primeiro grupo não consome carnes, mas come ovos, leites e seus derivados. O segundo grupo exclui os ovos e o terceiro grupo, dos veganos, não consome nem ovos nem leite. Segundo a instituição, crianças de 5 a 12 anos podem ser bem nutridas nos três tipos de dieta, mas o equilíbrio é mais difícil no caso dos veganos. De qualquer maneira, a recomendação nos três casos é que a criança seja acompanhada por um médico especialista e, se necessário, consuma alimentos enriquecidos ou suplementos vitamínicos. Segundo Virgínia, crianças vegetarianas costumam precisar de suplementos de vitamina B12, ferro e zinco. 

Uma última questão precisa ser avaliada em relação a esse tipo de dieta. Às vezes, a própria criança se sensibiliza ao tomar consciência de que para comer carne é necessário matar um animal e passa a insistir na mudança de hábitos. Nesse caso, vale conversar com ela, consultar seu pediatra e até mesmo visitar um nutrólogo. Por outro lado, quando são os pais que introduzem a dieta vegana ou vegetariana, pode ser que a criança algum dia sinta vontade de voltar a comer os alimentos “proibidos”. Aí, diz Virgínia, o ideal é permitir.

 

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